GUIA NACIONAL DE ORTOPEDISTAS · BASE CNES/DATASUS · 27 UFREGISTROS ATIVOS: 23.263 MÉDICOS · 20.071 ESTABELECIMENTOS
Cadastre seu perfil grátis

Saúde

Ameba comedora de cérebro mata criança nos EUA

Por RedaçãoLeitura de 2 min
Ameba comedora de cérebro mata criança nos EUA

Uma criança de 8 anos morreu no estado de Louisiana, nos Estados Unidos, após ser infectada pela ameba Naegleria fowleri, conforme informou o departamento de saúde local. A infecção provavelmente ocorreu enquanto a menina, identificada como Lillian Smart, nadava no Lago Claiborne, no norte do estado.

Este foi o primeiro caso confirmado da infecção no Louisiana desde 2013. Segundo os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA, menos de 10 pessoas são contaminadas por ano no país. Entre 1962 e 2024, foram registradas 167 infecções nos Estados Unidos, com apenas 4 sobreviventes.

A Naegleria fowleri é uma ameba de vida livre que habita lagos, rios, lagoas e fontes termais. Em casos raros, o micro-organismo entra pelo nariz e chega ao cérebro, causando a meningoencefalite amebiana primária (MAP), uma inflamação grave que destrói o tecido cerebral e quase sempre leva à morte.

Casos no Brasil e no mundo

Uma pesquisa publicada em 2022 mapeou os casos globais da doença entre 1937 e 2018. Os pesquisadores identificaram 381 casos de MAP causada pela ameba em 33 países. O Brasil registrou 5 casos confirmados, prováveis ou suspeitos nesse período.

Em 2024, o Ceará confirmou o primeiro caso de MAP no Brasil por teste de PCR. A vítima foi uma bebê, elevando para 6 o número de ocorrências no país. O diagnóstico foi feito pelo Instituto Adolfo Lutz, que também encontrou o parasita em uma cisterna usada pela família.

Os países com maior número de exposições foram Estados Unidos (41% dos casos), Paquistão (11%) e México (9%). Entre 1965 e 2016, os casos relatados cresceram em média 1,6% ao ano, enquanto os confirmados aumentaram 4,5% ao ano.

Sintomas e diagnóstico

Os primeiros sintomas da infecção aparecem cerca de 5 dias após a exposição à ameba, mas podem surgir entre 1 e 12 dias. Os sinais iniciais incluem mudança no olfato ou paladar, dor de cabeça, rigidez na nuca, sensibilidade à luz, enjoo e vômito. A infecção pode causar confusão mental, sonolência e convulsões.

A doença progride com inchaço cerebral e aumento da pressão intracraniana, podendo levar à necrose do tecido e à morte em até 10 dias. O diagnóstico é feito por exames laboratoriais disponíveis em poucos centros no mundo, e costuma ser confirmado apenas após o óbito. A investigação inclui tomografia, ressonância magnética e punção lombar, com confirmação por visualização direta da ameba ou teste de PCR.

A taxa de mortalidade da MAP é superior a 97%. Os médicos tentam tratar os pacientes com combinações de antifúngicos, antibióticos e antiparasitários, mas a eficácia é limitada devido à raridade da doença e à dificuldade de diagnóstico precoce.

Nos torne uma fonte preferida no Google