A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento de um lote do anti-hipertensivo Aldomet. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (25 de maio).
O motivo foi a identificação de um erro de embalagem que pode comprometer a dose do medicamento. A agência classificou o caso como um desvio de qualidade crítico, devido ao risco direto ao tratamento de pacientes com hipertensão arterial.
O lote afetado é o P0019875, produzido pela Aspen Pharma. O problema ocorreu porque cartuchos que deveriam conter comprimidos de 500 mg foram preenchidos com blísters de 250 mg. A inversão entre as apresentações durante o envase fez com que pacientes pudessem receber uma dose inferior à prescrita.
O principal risco é o controle inadequado da pressão arterial. A redução da dose pode comprometer a eficácia do tratamento e favorecer episódios de descompensação hipertensiva.
O Aldomet tem como princípio ativo a metildopa, usada no tratamento da hipertensão, inclusive em alguns casos durante a gravidez. Isso reforça a necessidade de atenção ao problema.
A orientação das autoridades de saúde é para que os pacientes verifiquem o número do lote na embalagem e suspendam o uso caso ele corresponda ao afetado. Antes de qualquer interrupção definitiva, é essencial buscar orientação profissional para evitar riscos ao tratamento.
A Aspen Pharma informou que a decisão foi tomada de forma preventiva e restrita ao lote identificado. Em nota, a empresa destacou que notificou a cadeia de distribuição e interrompeu a comercialização do lote P0019875, garantindo que os demais lotes permanecem liberados para uso.
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Em outra frente de atuação, a Anvisa também monitora a qualidade de medicamentos no mercado. A agência realiza inspeções regulares em fábricas e distribuidoras para garantir que os produtos sigam as boas práticas de fabricação.
Quando um desvio é identificado, como no caso do Aldomet, a medida imediata é o recolhimento do lote. O objetivo é evitar que pacientes tenham acesso a um produto com potencial de causar danos à saúde.
A agência orienta que consumidores e profissionais de saúde relatem qualquer suspeita de irregularidade em medicamentos por meio dos canais oficiais de denúncia. A colaboração da população é vista como parte importante do sistema de vigilância sanitária no país.
