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Saúde

Café: 3 benefícios surpreendentes para a saúde, segundo a ciência

Por RedaçãoLeitura de 2 min
Café: 3 benefícios surpreendentes para a saúde, segundo a ciência

Mais de 2 bilhões de xícaras de café são ingeridas diariamente no mundo, segundo dados citados em reportagem da Veja Saúde. O volume posiciona a bebida como uma das mais consumidas do planeta, ao lado da água e do chá, e reflete um hábito que atravessa gerações e culturas.

O consumo moderado de café, de 3 a 5 xícaras por dia, é seguro para a maioria das pessoas e está associado a um menor risco de doenças cardíacas, conforme revisão publicada pela Associação Americana do Coração (AHA). O documento foi destacado pelo médico Sergio Francisco, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular (SBCCV), que afirmou não ser mais necessário pedir que pacientes abandonem a bebida.

Estudo publicado na revista Clinical Gastroenterology and Hepatology analisou dados de quase 355 mil britânicos e constatou que quanto maior a ingestão de café, menor o risco de problemas graves no fígado, incluindo esteatose hepática. O hepatologista Raymundo Paraná, professor da Universidade Federal da Bahia (UFBA), relatou que recomenda a bebida aos seus pacientes há muito tempo.

A ciência identificou mais de 1.000 compostos bioativos presentes no grão, alguns com ação antioxidante. As evidências atuais relacionam o consumo regular da bebida à redução de riscos de diabetes tipo 2, problemas cardiovasculares, gordura no fígado, alguns tipos de câncer e doenças neurodegenerativas.

A reputação do café nem sempre foi positiva. Entre os séculos 16 e 18, a bebida enfrentou resistência moral e religiosa, sendo acusada de estimular vícios e insônia. No século 20, o consumo foi associado a arritmias e hipertensão, mas estudos posteriores indicaram que os apreciadores da bebida naquele período também tinham jornadas de trabalho intensas, estresse elevado e alimentação inadequada, fatores que influenciavam os resultados das pesquisas.

Um marco na mudança de perspectiva ocorreu em 2012, com pesquisa publicada no The New England Journal of Medicine que acompanhou mais de 400 mil pessoas por anos. Os cientistas apontaram que, no passado, o café era associado a um estilo de vida menos saudável, o que distorcia as análises sobre seus efeitos no organismo.

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