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Saúde

Cigarro e coração: o risco de infarto e AVC a cada tragada

Por RedaçãoLeitura de 2 min
Cigarro e coração: o risco de infarto e AVC a cada tragada

O tabagismo eleva o risco de infarto e acidente vascular cerebral (AVC) desde a primeira tragada, conforme explica a cardiologista Ana Paula Andrade Garcia em artigo publicado em parceria com a Brazil Health. A fumaça do cigarro contém milhares de substâncias químicas que provocam inflamação e lesam o endotélio, camada que reveste o interior dos vasos sanguíneos, tornando as artérias mais vulneráveis ao acúmulo de colesterol e ao desenvolvimento da aterosclerose.

A nicotina aumenta a frequência cardíaca, eleva a pressão arterial e favorece a contração dos vasos. Outras substâncias presentes na fumaça estimulam a coagulação do sangue, facilitando a formação de trombos que podem interromper a circulação para o coração ou para o cérebro. Segundo a cardiologista, não existe quantidade segura de cigarro: mesmo o consumo considerado leve já aumenta a probabilidade de eventos cardiovasculares, pois muitos dos efeitos sobre os vasos sanguíneos surgem rapidamente e não dependem apenas da quantidade fumada ao longo do dia.

Os cigarros eletrônicos também preocupam os cardiologistas, especialmente pelo crescimento do uso entre adolescentes e adultos jovens. Esses dispositivos expõem o organismo à nicotina e a outras substâncias capazes de provocar lesão vascular, aumentar a frequência cardíaca e favorecer processos inflamatórios, portanto não podem ser considerados uma alternativa segura para a saúde cardiovascular.

Os benefícios de parar de fumar começam nas primeiras semanas, com melhora da circulação e diminuição da exposição das artérias às substâncias tóxicas. Com o passar dos meses e dos anos, o risco de infarto e AVC cai progressivamente. Após anos sem fumar, o risco cardiovascular aproxima-se do observado em pessoas que nunca tiveram contato com o tabaco, conforme o artigo.

A cardiologista ressalta que, embora existam medicamentos eficazes para controlar colesterol, pressão arterial e diabetes, nenhuma dessas estratégias compensa completamente os danos provocados pela continuidade do tabagismo. Parar de fumar reduz o risco de infarto, AVC, insuficiência cardíaca e morte cardiovascular. Cada cigarro representa uma agressão às artérias e cada dia sem fumar contribui para preservar a circulação e aumentar a expectativa de vida.

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