O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, ordenou que uma equipe médica fique de plantão para atender o ex-presidente Jair Bolsonaro, que se encontra preso preventivamente em uma sala da Polícia Federal. Nesta manhã, Bolsonaro recebeu uma caixa com diversos medicamentos que utiliza regularmente.
### Histórico Médico de Jair Bolsonaro
O ex-presidente tem um histórico de saúde delicado desde que sofreu um atentado a faca em setembro de 2018, durante a campanha eleitoral, na cidade de Juiz de Fora, em Minas Gerais. Desde então, ele passou por seis cirurgias.
A primeira cirurgia ocorreu imediatamente após o ataque, no dia 6 de setembro de 2018, quando os médicos precisaram retirar parte do intestino de Bolsonaro. Após este procedimento, ele passou a utilizar uma bolsa de colostomia.
Em 2018, ele se submeteu a mais uma operação em São Paulo, desta vez para desobstruir o intestino. Em 2019, a bolsa de colostomia foi removida, mas uma hérnia surgiu na cicatriz da facada, exigindo mais intervenções.
Bolsonaro foi internado novamente em outras duas ocasiões devido a obstruções intestinais. A última cirurgia significativa aconteceu em abril de 2023 e durou cerca de 12 horas. Este procedimento visou a retirada de mais uma hérnia e o tratamento de aderências intestinais, que podem ocorrer após cirurgias, devido à cicatrização. Uma dessas aderências uniu duas alças intestinais, dificultando a passagem de alimentos.
Além dos problemas relacionados ao atentado, a defesa de Bolsonaro informou que ele também precisou tratar outras condições de saúde, como um desvio de septo, erisipela (uma infecção na pele), um cálculo renal e um câncer de pele.
Diante desse extenso histórico de procedimentos cirúrgicos, sobretudo os que envolvem o trato intestinal, a defesa de Bolsonaro argumenta que ele está em um quadro de saúde de risco, o que justificaria o pedido de prisão domiciliar.

