Saúde
Inulina: benefícios e alimentos ricos na fibra

Mais de 36 mil espécies de plantas contêm inulina, uma fibra solúvel e fermentável que o organismo humano não digere. Ela pertence ao grupo dos frutanos, carboidratos formados por cadeias de frutose que chegam praticamente intactos ao cólon, onde servem de alimento para bactérias benéficas da microbiota intestinal.
A raiz de chicória, de nome científico Cichorium intybus, apresenta o maior teor da fibra: cerca de 68% de inulina em peso seco. O tupinambo, também chamado de alcachofra-de-jerusalém, registra concentração entre 40% e 68% em peso seco. Já o alho oferece aproximadamente 12,5 gramas da fibra solúvel, segundo dados do texto original.
O consumo da inulina estimula o crescimento de bifidobactérias e lactobacilos no intestino. Além do equilíbrio da microbiota, a fibra atua na imunidade, no metabolismo da glicose e na absorção de minerais. No trato digestivo, ela aumenta o volume das fezes e estimula o trânsito intestinal, o que auxilia na prevenção e na melhora da constipação.
No metabolismo da glicose, a inulina retarda a absorção do açúcar e melhora a sensibilidade à insulina. Esse efeito contribui para estabilizar os níveis de glicose no sangue, sobretudo em pessoas com resistência à insulina ou diabetes tipo 2. Por ser fibra solúvel, também favorece a saciedade e pode reduzir a ingestão calórica e o controle do apetite.
Outros alimentos comuns contêm a fibra em menores quantidades. Banana, alho-poró, cebola, aspargos, farinha de trigo, farelo, cevada e centeio estão entre as fontes adicionais de inulina na alimentação cotidiana.