Saúde
Lito Sousa: influencer com doença cerebral incurável busca tratamento

O influenciador Lito Sousa, do canal Aviões e Músicas, registrou um aumento de 5.000% nas buscas pelo seu nome em 24 horas, segundo o Google Trends, após a repercussão do vídeo em que aparece debilitado e pede ajuda para ser incluído em estudos internacionais sobre a doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ). No conteúdo publicado no último domingo, 23, ele explica que busca uma possível participação em pesquisas que investigam tratamentos experimentais para a condição neurodegenerativa rara, fatal e sem cura.
Joselito Geraldo de Sousa, conhecido como Lito, é mecânico de aviões com mais de 35 anos de experiência e piloto. Ele é dono de um dos maiores canais sobre aviação do Brasil no YouTube, o Aviões e Músicas, que soma mais de 3,5 milhões de inscritos na plataforma de vídeos e outros 2,5 milhões de seguidores no Instagram. O mecânico ficou conhecido por traduzir a aviação para o público leigo, explicando de forma simples como funcionam os aviões e ajudando passageiros a vencerem o medo de voar.
Nascido em Natal (RN), Lito começou a trabalhar na área de aviação ainda jovem, após fazer um curso técnico da Força Aérea Brasileira (FAB). Ele trabalhou por cerca de 10 anos na Varig e passou mais de 25 anos na gestão de manutenção da United Airlines. Em 2021, realizou o sonho de se tornar piloto e recebeu do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) o prêmio Destaque SIPAER.
Em julho de 2026, Lito anunciou que havia sido diagnosticado com um adenocarcinoma de próstata de agressividade intermediária. Pouco depois, ele começou a apresentar sintomas neurológicos, como dormência e perda de movimentos no braço esquerdo. Nesta semana, sua esposa, Mila Seidl, revelou que novos exames confirmaram o diagnóstico de doença de Creutzfeldt-Jakob, condição causada pelo acúmulo anormal de uma proteína chamada príon no cérebro.
A família busca principalmente acesso a estudos experimentais conduzidos no exterior, entre eles as pesquisas com o medicamento experimental ION717, da Ionis Pharmaceuticals, e a pesquisa PriSM, conduzida por cientistas da Universidade de Harvard e do MIT. A PriSM está na fase 1 de estudos, realizando seus primeiros testes em humanos. Pesquisas anteriores em animais mostraram uma redução dos níveis da proteína priônica que pôde retardar o início e a progressão da doença, conforme os pesquisadores.